Poemas - Pier Paolo Pasolini
Edição/reimpressão:
2005
Páginas:
512
Editor:
Assírio & Alvim
ISBN:
978-972-37-0789-2
Idioma:
Português
10%
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Sinopse

Romancista, dramaturgo, poeta e cineasta genial, Pier Paolo Pasolini vê agora grande parte da sua obra poética editada por mão editorial, mais do que autorizada.
Uma excelente tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo que contempla ainda uma introdução do punho do próprio autor, de resto, bem esclarecedora sobre aquilo que neste grosso volume se pode encontrar.

Excerto
"Foi a minha mãe quem me mostrou que a poesia pode ser materialmente escrita, e não apenas lida na escola ("Vítreo é o ar…"). Misteriosamente, um belo dia, a minha mãe mostrou-me um soneto, escrito por ela, em que confessava o seu amor por mim (soneto que, devido, provavelmente, a certas exigências de rima, terminava com as seguintes palavras: "amor, sabes, tenho tanto e tanto" ). Uns dias depois, escrevi os meus primeiros versos, em que falava de "rouxinol" e de "verdura". Creio que, por essa altura, não saberia distinguir um rouxinol de um tentilhão, ou um choupo de um ulmeiro: e aliás, como é evidente, na escola (por obra e graça da senhora Ada Costella, toscana, minha professora naquele inesquecível segundo ano), Petrarca não era lido. Por conseguinte, não sei onde aprendi o código clássico da eleição e da selecção linguísticas. O facto é que, sem me preocupar com a "abundantia cordis" da minha mãe, comecei por ser rigidamente "selectivo" e "electivo".

Desde então, escrevi colecções inteiras de livros de versos: aos treze anos, foi o poema épico (da "Ilíada" a "Os Lusíadas"). Não me esqueci do drama em verso, nem evitei, com a adolescência, o encontro inevitável com Carducci, Pascoli e D’Annunzio, numa fase que começou em Scandiano — no liceu de Reggio Emilia, para onde tinha de me deslocar todos os dias — e terminou em Bolonha, no Liceu Galvani, em 1937, ano em que um professor substituto — Antonio Rinaldi — leu na aula um poema de Rimbaud."
Pier Paolo Pasolini

"Foi a minha mãe quem me mostrou que a poesia pode ser materialmente escrita, e não apenas lida na escola ("Vítreo é o ar…"). Misteriosamente, um belo dia, a minha mãe mostrou-me um soneto, escrito por ela, em que confessava o seu amor por mim (soneto que, devido, provavelmente, a certas exigências de rima, terminava com as seguintes palavras: "amor, sabes, tenho tanto e tanto" ). Uns dias depois, escrevi os meus primeiros versos, em que falava de "rouxinol" e de "verdura". Creio que, por essa altura, não saberia distinguir um rouxinol de um tentilhão, ou um choupo de um ulmeiro: e aliás, como é evidente, na escola (por obra e graça da senhora Ada Costella, toscana, minha professora naquele inesquecível segundo ano), Petrarca não era lido. Por conseguinte, não sei onde aprendi o código clássico da eleição e da selecção linguísticas. O facto é que, sem me preocupar com a "abundantia cordis" da minha mãe, comecei por ser rigidamente "selectivo" e "electivo".

Desde então, escrevi colecções inteiras de livros de versos: aos treze anos, foi o poema épico (da "Ilíada" a "Os Lusíadas"). Não me esqueci do drama em verso, nem evitei, com a adolescência, o encontro inevitável com Carducci, Pascoli e D’Annunzio, numa fase que começou em Scandiano — no liceu de Reggio Emilia, para onde tinha de me deslocar todos os dias — e terminou em Bolonha, no Liceu Galvani, em 1937, ano em que um professor substituto — Antonio Rinaldi — leu na aula um poema de Rimbaud."
Pier Paolo Pasolini

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Autor


Pier Paolo Pasolini nasceu a 5 de Março de 1922 em Bolonha. Filho de um militar, seguiu o pai nas várias mudanças de terra, mas frequentou o liceu e a faculdade em Bolonha, onde teve foi aluno de Gianfranco Contini e Roberto Longhi. Passava os Verões em Casarsa, na região do Friuli, cidade de origem da mãe. Aí se refugiou, em 1943, para fugir à incorporação no exército. Compôs os primeiros poemas em dialecto friulano, Poesie a Casarsa (1942), publicados mais tarde, com outros textos friulanos, em La Meglio Gioventù (1958). Em 1945, soube que o irmão mais novo, Guido, tinha sido morto pelos titistas num conflito entre dois grupos de partigiani. Em 1947, inscreveu-se no Partido Comunista. Trabalhou como professor, numa aldeia perto de Casarsa, mas seria despedido e expulso do PCI por um obscuro episódio de alegada corrupção de menores. Esse foi o (...)

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Características

Ano de edição ou reimpressão: 2005

Editor: Assírio & Alvim

Idioma: Português

Dimensões: 146 x 206 x 29 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 512


Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática:

Livros em Português
Literatura > Poesia


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