Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra - R. Buckminster Fuller
Edição/reimpressão:
1998
Páginas:
104
Editor:
Via Optima
ISBN:
9789729360060
Idioma:
Português
10%
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Sinopse

"À medida que as emergências políticas mundiais forem aumentando, lembrem-se que descobrimos um modo de fazer o mundo inteiro funcionar."

Clássico da literatura ecológica, Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra é igualmente a obra emblemática de Buckminster Fuller (1895-1983), o pai da consciência planetária. Arquitecto, matemático, cosmólogo, inventor, designer, futurista, filósofo, sociólogo, poeta, Fuller merece bem o epíteto que lhe colaram de Leonardo da Vinci do nosso tempo. Ainda assim, a marcada influência que exerceu em vida - da Era das Máquinas ao movimento contracultural dos anos sessenta - poderá não passar de um prelúdio para a sua importância futura - era o que garantia, aliás, o próprio Fuller.

"A vida de Fuller foi tão importante que praticamente brilha com a mesma intensidade agora do que quando ele a possuía".
John Cage

Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra de R. Buckminster Fuller
Excerto

"Segue-se que, para decidir quem iria controlar os vastos mares e eventualmente o mundo, os Grandes Piratas entraram em conflitos mortais uns com os outros. As suas batalhas desenrolaram-se fora da vista da humanidade terrestre. A maioria dos vencidos afundaram-se sem que os historiadores se tivessem apercebido minimamente do facto.
(...)
Vamos agora imaginar um homem num naufrágio. É considerado um homem muito rico, valendo mais de um milhão de dólares segundo todas as concepções de riqueza verdadeira mantidas pela sociedade. Trouxe consigo, nesta viagem, todas as suas acções e obrigações, todos os seus títulos fundiários, todos os seus livros de cheques e, para maior segurança, também muitos diamantes e barras de ouro. O navio incendeia-se, vai ao fundo e não há baleeiras, que também arderam. Se o nosso milionário se agarrar ao seu ouro, afundar-se-á um pouquinho mais depressa do que os outros.
(...)
Uma das principais motivações humanas é compreender e ser compreendido. Todas as outras criaturas vivas foram concebidas para tarefas altamente especializadas. O homem parece ser único como coordenador e compreensor global dos acontecimentos do universo local. Se o esquema total da natureza exigisse que o homem fosse especialista, tê-lo-ia feito nascer com um único olho e um microscópio apenso a ele.
(...)
Existe um facto sumamente importante relacionado com a Nave Espacial Terra, que é o de nenhum manual de instruções vir a acompanhá-la. Considero muito significativo não existir nenhum manual de instruções com o qual possamos operar adequadamente a nossa nave espacial. Devido à infinita atenção evidenciada por todos os outros detalhes, acho que o facto do manual de instruções ter sido omitido deve ser entendido como deliberado e intencional.
(...)
Através de toda a história anterior ao século vinte, as guerras foram devastadoras tanto para vencedores quanto para vencidos. As guerras pré-industriais retiravam os homens dos campos, e estes, que era onde germinava a riqueza agrícola, ficavam devastados. Constituiu assim a maior surpresa o facto da primeira Guerra Mundial, que foi a primeira guerra inteiramente da era industrial, ter terminado com os Estados Unidos em particular, mas também em menor grau com a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Bélgica, o Japão e a Rússia, todos emergindo dela com capacidades produtivas muito superiores às com que haviam entrado.
(...)
Os depósitos de combustíveis fósseis da nossa Nave Espacial Terra correspondem à bateria dos nossos automóveis, que deve ser conservada de modo a poder ligar o motor de arranque do nosso motor principal. O nosso motor principal, os processos regeneradores da vida, deverá assim operar exclusivamente a partir dos nossos enormes rendimentos diários em energia dos ventos, marés e água, para além da radiação energética directa do Sol.
(...)
Somando tudo, descobrimos que o constituinte físico da riqueza - a energia - não pode diminuir, e que o seu constituinte metafísico - o conhecimento - só pode aumentar. Significa isto que, de cada vez que usamos a nossa riqueza, ela aumenta. Quer também dizer que, contrariando a entropia, a riqueza só pode aumentar. Onde a entropia é a desordem crescente evocada pela dispersão da energia, a riqueza é, localmente, a ordem crescente - isto é, a concentração crescentemente ordenada de força física do nosso universo sempre expansivo, explorado e compreendido localmente pela capacidade metafísica do homem como informado por repetidas experiências, a partir das quais vai destilando progressivamente o inventário sempre crescente de princípios generalizados omni-interrelacionados e omni-interacomodativos que se descobre estarem operativos em todas as experiências específicas.
(...)
A Bíblia diz: 'No princípio foi o verbo'. Eu digo-vos: No princípio da industrialização foi a palavra falada. Com a representação gráfica das palavras e das ideias surge o princípio do computador, pois o computador armazena e recupera informações. A palavra escrita, o dicionário e o livro foram os primeiros sistemas de armazenagem e recuperação de informações."



"Segue-se que, para decidir quem iria controlar os vastos mares e eventualmente o mundo, os Grandes Piratas entraram em conflitos mortais uns com os outros. As suas batalhas desenrolaram-se fora da vista da humanidade terrestre. A maioria dos vencidos afundaram-se sem que os historiadores se tivessem apercebido minimamente do facto.
(...)
Vamos agora imaginar um homem num naufrágio. É considerado um homem muito rico, valendo mais de um milhão de dólares segundo todas as concepções de riqueza verdadeira mantidas pela sociedade. Trouxe consigo, nesta viagem, todas as suas acções e obrigações, todos os seus títulos fundiários, todos os seus livros de cheques e, para maior segurança, também muitos diamantes e barras de ouro. O navio incendeia-se, vai ao fundo e não há baleeiras, que também arderam. Se o nosso milionário se agarrar ao seu ouro, afundar-se-á um pouquinho mais depressa do que os outros.
(...)
Uma das principais motivações humanas é compreender e ser compreendido. Todas as outras criaturas vivas foram concebidas para tarefas altamente especializadas. O homem parece ser único como coordenador e compreensor global dos acontecimentos do universo local. Se o esquema total da natureza exigisse que o homem fosse especialista, tê-lo-ia feito nascer com um único olho e um microscópio apenso a ele.
(...)
Existe um facto sumamente importante relacionado com a Nave Espacial Terra, que é o de nenhum manual de instruções vir a acompanhá-la. Considero muito significativo não existir nenhum manual de instruções com o qual possamos operar adequadamente a nossa nave espacial. Devido à infinita atenção evidenciada por todos os outros detalhes, acho que o facto do manual de instruções ter sido omitido deve ser entendido como deliberado e intencional.
(...)
Através de toda a história anterior ao século vinte, as guerras foram devastadoras tanto para vencedores quanto para vencidos. As guerras pré-industriais retiravam os homens dos campos, e estes, que era onde germinava a riqueza agrícola, ficavam devastados. Constituiu assim a maior surpresa o facto da primeira Guerra Mundial, que foi a primeira guerra inteiramente da era industrial, ter terminado com os Estados Unidos em particular, mas também em menor grau com a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Bélgica, o Japão e a Rússia, todos emergindo dela com capacidades produtivas muito superiores às com que haviam entrado.
(...)
Os depósitos de combustíveis fósseis da nossa Nave Espacial Terra correspondem à bateria dos nossos automóveis, que deve ser conservada de modo a poder ligar o motor de arranque do nosso motor principal. O nosso motor principal, os processos regeneradores da vida, deverá assim operar exclusivamente a partir dos nossos enormes rendimentos diários em energia dos ventos, marés e água, para além da radiação energética directa do Sol.
(...)
Somando tudo, descobrimos que o constituinte físico da riqueza - a energia - não pode diminuir, e que o seu constituinte metafísico - o conhecimento - só pode aumentar. Significa isto que, de cada vez que usamos a nossa riqueza, ela aumenta. Quer também dizer que, contrariando a entropia, a riqueza só pode aumentar. Onde a entropia é a desordem crescente evocada pela dispersão da energia, a riqueza é, localmente, a ordem crescente - isto é, a concentração crescentemente ordenada de força física do nosso universo sempre expansivo, explorado e compreendido localmente pela capacidade metafísica do homem como informado por repetidas experiências, a partir das quais vai destilando progressivamente o inventário sempre crescente de princípios generalizados omni-interrelacionados e omni-interacomodativos que se descobre estarem operativos em todas as experiências específicas.
(...)
A Bíblia diz: 'No princípio foi o verbo'. Eu digo-vos: No princípio da industrialização foi a palavra falada. Com a representação gráfica das palavras e das ideias surge o princípio do computador, pois o computador armazena e recupera informações. A palavra escrita, o dicionário e o livro foram os primeiros sistemas de armazenagem e recuperação de informações."



Críticas de imprensa

"Buckminster Fuller, inventor da cúpula geodésica, pôs a consciência ecológica na ordem do dia com este livro. Ainda que algo datado - a obra é de 1969 - muitos dos problemas e das soluções apresentados por Fuller mantêm-se actuais. A ideia de que a especialização é contrária às necessidades e valores humanos não deve cair muito bem aos adeptos dessa ideologia, nem aos políticos empenhados em segmentar cada vez mais os campos de intervenção dos cidadãos. Se cada um de nós se concentrar apenas numa área de saber, criam-se grupos de especialistas, acérrimos defensores dos seus programas e, como tal, avessos à intervenção alheia. Ou seja, a não-circulação da informação por todos permite que os Estados se tornem cada vez mais fechados e controladores. Fuller prefere optar por uma humanidade talhada à imagem do artista renascentista, na qual cada um se deve interessar pelo maior número possível de matérias, de modo a contribuir para a manutenção e preservação do nosso planeta."
R.P., Mondo Bizarre, Maio 2000

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Autor


Para uma geração norte-americana cuja consciência despertou durante os anos 60 e 70, Richard Buckminster Fuller - ou Bucky, como todos o conheciam - foi o flautista de Hamelim do humanismo científico. Falecido em 1 de Julho de 1983, aos 88 anos, o génio amigo do planeta teve uma carreira fulgurante, de tal forma que a admiração por Fuller exprime-se geralmente em termos superlativos. O compositor John Cage, por exemplo, é de opinião que seremos recordados como aqueles que viveram na época de Buckminster Fuller. Marshall McLuhan não se fica atrás, considerando-o o Leonardo da Vinci dos tempos modernos.
Esta não é das mais originais observações do célebre teórico dos mass media, pois a comparação de Fuller e da Vinci é tão evidente que fazê-la se tornou um lugar comum. Isso, contudo, não invalida a sua verdade. Senão vejamos: arquitecto, engenheiro,

(...)

Características

Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra de R. Buckminster Fuller

Ano de edição ou reimpressão: 1998

Editor: Via Optima

Idioma: Português

Dimensões: 150 x 230 x 20 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 104


Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática:

Livros em Português
Ciências Exatas e Naturais > Ecologia
Ciências Sociais e Humanas > Outros


Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra
 
R.P., Mondo Bizarre, Maio 2000

"À medida que as emergências políticas mundiais forem aumentando, lembrem-se que descobrimos um modo de fazer o mundo inteiro funcionar."

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