Maio e a Crise da Civilização Burguesa - António José Saraiva
Edição/reimpressão:
2005
Páginas:
164
Editor:
Gradiva
ISBN:
9789896160326
Idioma:
Português
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Sinopse

Excerto
Só por outra via se pode esperar uma transformação da civilização e da vida. Só de uma semente nova que os sindicatos, os partidos, as instituições, as ideologias estabelecidas, não conhecem. Ela germina na arte, nas formas profundas, intersubjectivas, não racionalizadas das relações entre as pessoas. [...] A semente de que falo é a subjectividade, que ficou à margem do Progresso, mas que aflora na História de maneira incompreensível para os historiadores burgueses. É dela que nascem experiências místicas de várias religiões; aventuras absurdas do ponto de vista burguês, como a de Francisco de Assis ou a de Gandhi; revoltas como a de Tolstoi. É ela que se manifesta na criação artística, que transcende sempre a consciência dm vão o cientismo burguês quis explicar pela teoria da Raça-Meio-Momento, ou pela das superestruturas, ou por outras igualmente ridículas. É por ela que se explica, por exemplo, no seio do Império Romano, a expansão irresistível do cristianismo primitivo [...]. A transformação do mundo - se é que ele é transformável - será obra de uma mudança espiritual."

"Tudo isto nos leva a atribuir ao factor Cultura uma importância que o marxismo lhe recusa pelo simples facto de o considerar como uma 'supraestrutura' ou um 'epifenómeno'!. Só há verdadeira crise revolucionária lá onde há duas culturas que se combatem. Se não fosse a minha relutância pelas fórmulas publicitárias (especialmente as da moda) e o meu receio de ser arrumado numa classificação ideológica, diria que toda a verdadeira revolução é cultural."

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Autor


António José Saraiva nasceu em Leiria a 31 de Dezembro de 1917, e faleceu em Lisboa a 17 de Março de 1993.
Ensaísta, investigador e crítico literário, irmão do historiador José Hermano Saraiva, nasceu em 1917, em Leiria, e morreu em 1993, em Lisboa, depois de vários anos de exílio. Licenciou-se com um Ensaio Sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro , apresentado na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1938, tendo-se doutorado na mesma faculdade, em 1942, com uma tese sobre Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval . Afastado da docência universitária por incompatibilidade com o sistema pedagógico e ideológico em vigor, foi professor do ensino secundário. Mercê do seu envolvimento na acção cívica e política - António José Saraiva assumiu, entre 1944 e 1962, a militância no Partido Comunista Português - foi, depois de ter apoiado a candidatura do general (...)

Características

Maio e a Crise da Civilização Burguesa de António José Saraiva

Ano de edição ou reimpressão: 2005

Editor: Gradiva

Idioma: Português

Dimensões: 134 x 207 x 11 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 164


Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática:

Livros em Português
Literatura > Ensaios
Literatura > Estória


Maio e a Crise da Civilização Burguesa
 

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