Luz Última - João Luís Barreto Guimarães
Edição/reimpressão:
2006
Páginas:
62
Editor:
Cotovia
ISBN:
9789727951529
Idioma:
Português
10%
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Sinopse

Excerto

Aos dinossauros

É o último fim-de-semana para ir
aos dinossauros
(a cidade pôs-se em faixas para
os primos da Mongólia) os
ninhos de Oviraptor os
dentes do Tarbossauro.
A cultura vai deixar a urbe petrificada
Prometemos às crianças levá-las a ver as ossadas
(ah, domingos citadinos de
coprólitos e
pegadas). Todos os outros já foram ver por
ver os dinossáurios
(migrações imanadas de gerações adiadas)
na fila da bilheteira chegámos a atingir
trinta metros.



Críticas de imprensa
"Luz Última, construído em torno da morte do pai, [...] é um lamento mas não é exactamente um requiem. Ou seja: não cultiva um tom lamentoso ou pungente centrado na memória e nas virtudes de quem morreu (como acontecia no Requiem de Jorge Gomes Miranda), mesmo porque muitos poemas antecedem esse facto. Existem no entanto muitos reflexos desse acontecimento e da fatal comparação entre passado e presente: objectos, gestos, ecos, uma continuidade que sobrevive com a consciência de que algo se quebrou.
[...] Barreto Guimarães regressa aos episódios insignificantes do quotidiano (uma conversa numa cantina, atravessar uma ponte, renovar o bilhete de identidade). Esses episódios têm mais sentido à luz última da morte porque é precisamente a morte que os despoja da sua trivialidade. As observações comezinhas ou domésticas, em tudo semelhantes às que encontrávamos em livros anteriores, são agora contextualizadas em termos de tom e significado. [...] Luz Última, sendo um livro biografista e subjectivista, é paradoxalmente um conjunto de poemas que não fecham o poeta em si mesmo mas que o deixam receptivo ao mundo. A luz (trágica) da nossa intimidade serve como chave definitiva para o mundo das coisas concretas e sem importância. Que afinal são também aquilo que mais importa."
Pedro Mexia, Diário de Notícias

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Autor


Nasceu no Porto, a 3 de Junho de 1967. Vive em Leça da Palmeira. Tem uma filha. É licenciado em Medicina e Cirurgia pela Universidade do Porto, especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. Divide o seu tempo entre Leça da Palmeira e Venade. Publicou o primeiro livro de poemas Há Violinos na Tribo, em 1989, a que se seguiram Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994), Lugares Comuns (2000), 3 (poesia 1987-1994), em 2001, Rés-do-Chão (2003), Luz Última (2006) e A Parte pelo Todo (2009). Poesia Reunida aproxima os sete livros que constituem a sua obra editada até ao (...)

Bibliografia

2016
Quetzal Editores
2013
Quetzal Editores
2011
Quetzal Editores
2009
Quasi Edições
2006
Cotovia
2003
Gótica
2001
Gótica

Características

Ano de edição ou reimpressão: 2006

Editor: Cotovia

Idioma: Português

Dimensões: 160 x 240 x 20 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 62

Coleção: Poesia de língua portuguesa


Tipo de Produto: Livro

Classificação Temática:

Livros em Português
Literatura > Poesia


Luz Última
 
Luz Última, construído em torno da morte do pai, [...] é um lamento mas não é exactamente um requiem. Ou seja: não cultiva um tom lamentoso ou pungente centrado na memória e nas virtudes de quem morreu (como acontecia no Requiem de Jorge Gomes Miranda), mesmo porque muitos poemas antecedem esse facto. Existem no entanto muitos reflexos desse acontecimento e da fatal comparação entre passado e presente: objectos, gestos, ecos, uma continuidade que sobrevive com a consciência de que algo se quebrou.
[...] Barreto Guimarães regressa aos episódios insignificantes do quotidiano (uma conversa numa cantina, atravessar uma ponte, renovar o bilhete de identidade). Esses episódios têm mais sentido à luz última da morte porque é precisamente a morte que os despoja da sua trivialidade. As observações comezinhas ou domésticas, em tudo semelhantes às que encontrávamos em livros anteriores, são agora contextualizadas em termos de tom e significado. [...] Luz Última, sendo um livro biografista e subjectivista, é paradoxalmente um conjunto de poemas que não fecham o poeta em si mesmo mas que o deixam receptivo ao mundo. A luz (trágica) da nossa intimidade serve como chave definitiva para o mundo das coisas concretas e sem importância. Que afinal são também aquilo que mais importa."
Pedro Mexia, Diário de Notícias " /> " />

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