Oficina de filosofia para pais e filhos: Porque é que gostas de mim?

17/03/2019 às 11h00

Durante o mês de Março comemora-se o dia do Pai. Vamos desafiar os pais e os filhos a pensar nas razões para gostarmos uns dos outros. Gostar do pai é diferente de gostar da mãe ou de um amigo? Porquê? E será que conseguimos mesmo dar razões para aquilo que sentimos? 
 
Duração: 45 a 60 minutos
Destinatários: Pais e crianças (dos 6 aos 11 anos)
Valor inscrição: 10,00 €
Informações e inscrições: leitor@bertrand.pt

O que é que acontece numa oficina de filosofia? 
"Aqui nós aprendemos o que as coisas são, o que são as palavras. andamos a ver o que existe, o que é real, explicamos as palavras e as perguntas!" - dizia o Marco, ao avaliar uma das oficinas de filosofia. Estas pretendem ser um espaço e um tempo para parar para pensar, "treinar" o olhar crítico, explorar possibilidades e investigar - em conjunto.

E como é que isto acontece?
Nas oficinas procuramos identificar problemas, sob a forma de perguntas, para investigar em conjunto. Podemos fazê-lo através da leitura de um texto ou de uma notícia de jornal, de uma situação vivida pelas crianças ou até de imagens, vídeos. Os recursos podem ser diversos e devem ser adaptados às idades das crianças com as quais vamos trabalhar. A partir daí, constroem-se condições para o diálogo, estabelecendo algumas regras, como por exemplo, para falar, pedimos a palavra (colocamos o braço no ar).

O que é que se aprende?
Costumo dizer que estas oficinas equivalem a um treino de ginásio: em vez dos músculos do corpo, trabalhamos os músculos do pensamento. Fazemos exercícios de resistência – verificamos se a nossa ideia é forte, se há boas razões para a aceitar e se resistem aos argumentos contra – treinamos a flexibilidade – será que eu sou capaz de defender o ponto de vista do outro? E se eu mudar de ideias? – e, sobretudo, trabalhamos com as ideias uns dos outros. Podemos “adoptar” perguntas e ideias dos amigos, oferecer perguntas, explorar hipóteses de respostas, descobrir outros pontos de vista e, sobretudo, construir um espaço de liberdade onde posso dizer aquilo que penso, sem que seja julgada por isso. Podemos testar ideias, avançar, voltar atrás – tudo isso faz parte do processo que nos encaminhará para o aprofundamento filosófico.

Joana Rita Sousa 
Filósofa, facilitadora e formadora na área de filosofia para crianças e criatividade, desde 2008.

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