1928. No salão deserto e silencioso de um transatlântico que navega
pela noite dentro, um casal dança um tango ainda por escrever…
Ela é Mecha Inzunza, uma mulher enigmática e melancólica. Ele é Max Costa, um elegante fura-vidas. Rumam a Buenos Aires, onde
Armando de Troeye, marido de Mecha e músico afamado, enfrenta um
extravagante desafio. Ao abrigo das ruelas lúgubres
e ilícitas da cidade, nasce entre Mecha e Max uma história de amor
arrebatadora que será precocemente interrompida. Voltarão a
encontrar-se apenas duas vezes ao longo das suas vidas.
Em 1937, numa intriga de espionagem na Riviera Francesa, um
dos destinos preferidos da alta sociedade europeia. E em Sorrento,
1966, durante uma inquietante partida de xadrez. Aqui, o tempo é já de
nostalgia. O jogo dos amantes está perto do fim. A sua paixão
acompanhou o esplendor e a decadência da Europa do século XX
e transcendeu o tempo e a distância. Sempre presente e sempre
impossível.
Dois amantes dotados de um carisma apenas possível aos grandes
personagens de ficção. O século XX como cenário teatral onde
decorrem paixões, intrigas, aventuras e reencontros.
Esperança e nostalgia. Luz e sombra. Arturo Pérez Reverte escreveu
um romance trepidante e criou com Mecha Inzunza uma heroína épica
e definitiva.