Estes são os 13 finalistas do Booker Prize International 2020

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-02-27 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Enrique Vila-Matas

Enrique Vila-Matas

Enrique Vila-Matas nasceu em Barcelona em 1948. Em 1968 foi viver para Paris, autoexilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esse anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista "Fotogramas", e chegou a colaborar como figurante num filme de James Bond.
Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, "La Asesina Ilustrada", em 1977, e desde então não mais deixou de escrever porque, de acordo com o que o próprio afirmou, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida."
Com a publicação de "História Abreviada da Literatura Portátil" começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos e Portugal.
As suas obras são uma mescla de ensaio, crónica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irónica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para nove idiomas. Atualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional, ainda que os prémios e o reconhecimento em Espanha tenham chegado tardiamente.
Tradução e adaptação de www.Escritores.org

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Daniel Kehlmann

Daniel Kehlmann

Daniel Kehlmann nasceu em Munique em 1975. Aos seis anos, mudou se com a família para Viena, onde estudou Filosofia e Estudos Alemães, e hoje vive em Nova Iorque, Berlim e Viena. É autor de um dos maiores sucessos literários em língua alemã de sempre, A Medida do Mundo, um bestseller internacional traduzido para mais de quarenta línguas e que foi também adaptado ao cinema. Os seus livros conquistaram diversos prémios literários, entre os quais, o prémio Thomas Mann, o Die Welt, o Candide, o Kleist e o Doderer.

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Yoko Ogawa

Yoko Ogawa

Yoko Ogawa nasceu no Japão, em Okayama, em 1962. Os seus mais de vinte romances, que começou a publicar em 1988, têm sido premiados adaptados ao cinema e traduzidos em inúmeros ididomas. O seu universo e a sua escrita dão à sua obra um lugar de destaque na literatura contemporânea. Ogawa consegue dar expressão aos mais obscuros meandros da mente humana através do estudo exaustivo das suas personagens, mulheres, na maior parte dos casos. Com Hotel Íris, um dos seus romances mais traduzidos e certamente um dos mais sexualmente ousados, a Quetzal dá início à divulgação de uma obra singular e perturbadora.

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Michel Houellebecq

Michel Houellebecq

Michel Houellebecq é um autor francês nascido na ilha de Reunião em 1956.
Escreveu e publicou vários romances e obras de poesia, e está publicado em mais de quarenta países. Entre os seus romances estão publicados em Portugal, na Alfaguara: Extensão do domínio da luta (2016), Lanzarote (2017), Partículas elementares (2021), Plataforma (2021), A possibilidade de uma ilha (2018), O mapa e o território (2011), Submissão (2015) e Serotonina (2019). Venceu, entre outros, o Prémio Novembre, em 1998, e o Prémio Impac Dublin, em 2002.
Com A possibilidade de uma ilha venceu o Prémio Interallié e foi finalista do Prémio Goncourt.
O prestigiado Prémio Goncourt foi-lhe atribuído em 2010 pelo romance O mapa e o território.
Em 2019 foi-lhe atribuída a Legião de Honra.

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10%

Mac and His Problem
18,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Red Dog
21,88€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

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Eighth Life
21,88€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
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Serotonina
19,95€
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Mac e o seu Contratempo
16,50€
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Tyll
3,49€

Já se conhecem os finalistas do Booker Prize International 2020. A longlist foi divulgada esta quinta-feira, revelando 13 nomeados, escolhidos a partir de um conjunto inicial de 124 obras de diversas línguas e nacionalidades. O prémio procura incentivar a publicação e leitura de ficção de qualidade a nível global, promovendo, simultaneamente, o trabalho dos tradutores no Reino Unido ou Irlanda. 

Entre os nomeados deste ano, encontram-se, entre outros, a argentina Samantha Schweblin (já nomeada para a longlist de 2019 com Mouthful of Birds); a mexicana Fernanda Melchor; o espanhol Enrique Vila-Matas, de Espanha, nomeado com o romance Mac and His Problem; o francês Michel Houellbecq, com Serotonin, e a japonesa Yoko Ogawa, com a obra The Memory Police

Em comunicado, o presidente do júri do Booker International, Ted Hodgkinson, escritor e crítico literário, destaca a “mestria cumulativa enraizada no diálogo entre autores e tradutores”, que possui o “poder de ampliar o alcance das vidas que se encontram numa página”.

Nove dos 13 nomeados que integram a longlist foram publicados por editoras independentes, como é o caso da obra de Shokoofeh Azar, Enlightenment Of The Greengage Tree, publicado pela Europa Editions, cujo tradutor de língua persa escolheu o anonimato, por razões de segurança. Lucie Campos, diretora da Villa Gillet, editora e membro do júri deste ano, garantiu que as editoras não foram relevantes no processo de seleção: “Só depois é que olhamos para trás e vimos que a lista era composta por nove editoras independentes. O que isto demonstra é o incrível trabalho que está a ser feito para identificar estes livros e trazê-los à tona. As editoras estão a assumir riscos de forma empolgante, ao trazerem ficção ambiciosa e relevante.”

 

 


 

A LONGLIST DE NOMEADOS

 

  • Red Dog, de Willem Anker (África do Sul). Traduzido por Michiel Heyns (Pushkin Press);
  • The Enlightenment of The Greengage Tree, de Shokoofeh Azar (Irão). Tradutor anónimo (Europa Editions);
  • The Adventures of China Iron, de Gabriela Cabezón Cámara (Argentina). Traduzido por Iona Macintyre e Fiona Mackintosh (Charco Press);
  • The Other Name: Septology I – II, de Jon Fosse (Noruega). Traduzido por Damion Searls (Fitzcarraldo Editions);
  • The Eighth Life, de Nino Haratischvili (Geórgia). Traduzido por Charlotte Collins e Ruth Martin (Scribe UK);
  • Serotonin, de Michel Houellebecq (França). Traduzido por Shaun Whiteside (William Heinemann);
  • Tyll, de Daniel Kehlmann (Alemanha). Traduzido por Ross Benjamin (Quercus);
  • Hurricane Season, de Fernanda Melchor (México). Traduzido por Sophie Hughes (Fitzcarraldo Editions);
  • The Memory Police, de Yoko Ogawa (Japão). Traduzido por Stephen Snyder (Harvill Secker);
  • Faces on the Tip of My Tongue, de Emmanuelle Pagano (França). Traduzido por Sophie Lewis e Jenninfer Higgins (Peirene Press);
  • Little Eyes, de Samanta Schweblin (Argentina). Traduzido por Megan McDowell (Oneworld);
  • The Discomfort of Evening, de Marieke Lucas Rijneveld (Holanda). Traduzido por Michele Hutchison (Faber & Faber);
  • Mac and His Problem, de Enrique Vila-Matas (Espanha). Traduzido por Margaret Jull Costa e Sophie Hughes (Harvill Secker).

Além de Hodgkinson e de Campos, o júri do Booker Prize International de 2020 é composto pela tradutora Jennifer Croft (que recebeu este galardão pela tradução de Flights, da polaca Olga Tokarczuk), pelo jornalista e escritor Jeet Thayil e pela autora Valeria Luiselli.

No ano passado, o Booker Prize International foi atribuído a Jokha Alharti, pelo romance Corpos Celestes (2020, Relógio D’Água). Alharti foi a primeira escritora do Sultanato de Omã a vencer o prémio. 

Os seis finalistas que compõem a shortlist do Booker Prize International serão revelados a 2 de abril e o vencedor será conhecido a 19 de maio. 

 

Fontes: Observador e The Guardian

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