Comunidade Bertrand | Ministério dos Livros (Nuno Coelho)

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-03-11 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Daniel Silva

Daniel Silva

Daniel Silva foi jornalista e trabalhou para a UPI, primeiro em Washington e depois no Cairo, como correspondente para o Médio Oriente. Nesse período cobriu diversos conflitos políticos e a guerra Irão-Iraque. Conheceu a sua mulher, correspondente da NBC, e regressaram aos Estados Unidos, onde Daniel Silva foi produtor da CNN durante vários anos, tendo sido responsável por alguns programas muito populares, como Crossfire, The International Hour e The World Yoday, entre outros. Em 1997, logo após o êxito do seu primeiro livro, The Unlikely Spy, Daniel Silva resolveu dedicar-se por completo à escrita, tendo entretanto publicado diversos best-sellers mundiais.
O Washington Post coloca-o «entre os melhores jovens autores norte-americanos de literatura de espionagem» e é com frequência comparado a Graham Greene e a John Le Carré. Vive em Washington D. C., com a mulher e dois filhos.

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Jostein Gaarder

Jostein Gaarder

Jostein Gaarder nasceu em Oslo a 8 de Agosto de 1952. Formou-se em Filosofia, tendo leccionado durante alguns anos as disciplinas de História das Ideias e História das Religiões no Ensino Secundário. A partir de 1993, depois do grande sucesso de O Mundo de Sofia dedica-se totalmente à actividade literária e diz inspirar-se nas reacções dos seus dois filhos ao mundo que os rodeia, para a criação de muitos dos seus livros. Atribui, todavia, o segredo do seu sucesso ao facto de preencher uma das necessidades fundamentais de qualquer ser humano - a de que lhe contem histórias.

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George Saunders

George Saunders

Valioso cronista dos absurdos da vida moderna, George Saunders (Texas, 1958) é professor de escrita criativa na Universidade de Syracuse, em Nova Iorque, e o seu inusitado percurso de vida levou-o de Chicago e Samatra à colaboração literária com a New Yorker nos anos 90. Inspirado pelo realismo sujo de Raymond Carver e pelas proezas estilísticas de Donald Barthelme, Saunders legou-nos as premiadas coletâneas de contos CivilWarLand in Bad Decline (1996), Pastoralia (2000), In Persuasion Nation (2006) e Dez de Dezembro (Ítaca, 2016), que lhe valeram elogios de David Foster Wallace, Zadie Smith e Thomas Pynchon. Soube na perfeição, e com um humor negro e incómodo, cruzar a literatura, o poderoso caos contemporâneo e uma crítica mordaz ao capitalismo e ao consumismo.

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José Saramago

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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Yuval Noah Harari

Yuval Noah Harari

Yuval Noah Harari é historiador, investigador e professor de História do Mundo na Universidade Hebraica de Jerusalém, considerada uma das melhores instituições de ensino a nível internacional. Doutorado em História pela Universidade de Oxford, Harari tem-se dedicado ao estudo e ensino da História, encorajando os seus alunos a questionar os conhecimentos e ideias que têm por garantidos sobre a vida, o mundo e a humanidade.

Harari foi duas vezes vencedor do Prémio Polonski para Criatividade e Originalidade nas Disciplinas de Humanidades, em 2009 e 2012.

É autor de numerosos artigos científicos e de dois livros, publicados em Portugal pela Elsinore: Sapiens: História Breve da Humanidade (2013), Homo Deus: História Breve do Amanhã (2017) e 21 Lições para o Século XXI (2018), todos bestsellers internacionais, traduzido em múltiplas línguas e recomendados por personalidades como Barack Obama e Bill Gates.

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A Mensagem
de Mai Jia 
18,80€
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O Pequeno Livro dos Buracos Negros
15,00€
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O Mundo de Sofia
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Ensaio sobre a Cegueira
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O Principezinho - Edição Especial
14,90€
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Lincoln no Bardo
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Homo Deus - História Breve do Amanhã
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Últimos artigos publicados

Tiago Rodrigues: "Este ano (...) colocou um ponto de exclamação na cultura, que nós não podemos deixar que se transforme outra vez em reticências."

Começou a trabalhar como ator há 20 anos e, desde então, aborda o teatro como uma assembleia humana: um local onde as pessoas se encontram, como num café, para discutir as suas ideias e partilhar o seu tempo. Em 2003, cofundou a companhia Mundo Perfeito com Magda Bizarro, na qual criou e apresentou cerca de 30 espetáculos em mais de 20 países; foi professor de teatro em várias escolas, escreveu argumentos para filmes e séries televisivas, artigos, poesia e ensaios. Com as suas peças mais recentes, obteve um reconhecimento internacional alargado e diversos prémios a nível nacional e internacional. Entre as suas obras mais notáveis figuram By Heart, António e Cleópatra,Bovary, Como ela morre e Sopro, uma das suas últimas criações. Seja através da combinação de histórias reais com ficção, seja reescrevendo clássicos ou adaptando romances, o teatro de Tiago Rodrigues é profundamente enraizado na ideia de escrever para e com os atores, procurando a transformação poética da realidade usando as ferramentas teatrais. Diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II desde 2015, tem sido um construtor de pontes entre cidades e países e, simultaneamente, um anfitrião e um defensor de um teatro vivo.

As "canções eternas" de Francisca Cortesão

Dela já se disse que tem “capacidade para criar canções eternas”. Francisca Cortesão nasceu no Porto, em 1983, é escritora de canções, cantora e guitarrista e, desde 2006, faz de Minta & The Brook Trout o veículo principal das suas ideias. Cofundou os They’re Heading West, que já partilharam o palco com mais de cinquenta bandas e artistas. Acumula a participação em bandas, que acompanham ao vivo nomes como o compositor e multi-instrumentista Bruno Pernadas ou Lena d’Água, com a participação em concertos da versão alargada de Mão Verde, projeto de “música para crianças que não se quer infantil”, idealizado pela rapper Capicua e pelo guitarrista Pedro Geraldes.

Olga Roriz: “Temos de ser positivos e avançar, encontrando novas formas de fazer as coisas.”

Integrou o elenco do Ballet Gulbenkian, de 1976 a 1992, sob a direção de Jorge Salavisa, onde foi primeira bailarina e coreógrafa principal. Em 1992, assumiu a direção artística da Companhia de Dança de Lisboa e, em 1995, fundou a Companhia Olga Roriz, da qual é diretora e coreógrafa. O seu reportório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 100 obras, onde se destacam as peças Treze Gestos de um Corpo, Isolda, Casta Diva, Pedro e Inês, Propriedade Privada, Electra e A Sagração da Primavera. Confessa-se obsessiva e transformou muitas das suas preocupações, dúvidas e medos em pontos de partida para espetáculos. Assume que uma existência sem criação ser-lhe-ia insuportável. Na génese de Autópsia, esteve a procura de uma dança que salvasse o mundo. O mundo ainda não foi salvo e, depois do confinamento, Olga prepara-se para encher os palcos com Insónia.

Foi em abril de 2019 que demos início à Comunidade Bertrand, procurando unir-nos a quem, como nós, é movido pela paixão pelos livros. Convidámos livrólicos e bloggers, de diversos quadrantes, a juntar-se a esta família, dando-lhes um espaço no nosso site e desenvolvendo diversas iniciativas, tendo em vista a promoção da leitura. 

Nuno Coelho, responsável pelo blogue Ministério dos Livros, foi um dos primeiros a aceitar o nosso desafio. O seu Ministério é um blogue dedicado exclusivamente ao mundo dos livros, onde é possível encontrar leituras, novidades, notícias, reflexões e curiosidades, tendo sempre como pano de fundo "um enorme amor pelos livros e pela leitura".

 


 

Qual é a missão do seu Ministério

Acho que não tenho importância suficiente para dizer que o Ministério tem uma missão. Diria antes que tem um duplo propósito: traduzir, em algo concreto, o amor que tenho pelos livros e pela leitura, e tentar levar a outros esse sentimento, por via da partilha de conteúdos que aumentem o número de entusiastas pela leitura, ou o número de minutos lidos per capita.

 

Os blogues sobre livros e literatura têm, ou poderão ter, alguma influência relevante na promoção da leitura?

Gosto de acreditar que sim, embora de alguma forma saiba que é um mundo algo fechado, ou seja, os blogues são maioritariamente visitados por quem já gosta de livros. Ainda assim, posso apresentar dois sucessos: um leitor que me enviou um e-mail a agradecer-me, dizendo que leu mais num mês do que tinha lido nos últimos dois anos depois de ler uma publicação que se intitulava “E você, já leu 10 minutos hoje?”; o outro sucesso é o próprio autor do blogue que hoje lê quase o dobro do que lia antes da criação do Ministério.

 

Ao navegarmos no Instagram, somos levados quase a pensar que ler está na moda. Por outro lado, em 2019, cada português comprou, em média, um livro. O que pensa destes números?

Gostava muito de dizer algo diferente, mas penso que, no que diz respeito aos livros, vivemos uma época em que é muito mais importante o parecer ao ser. É mais importante parecer que se lê do que ler, de facto. Acho que essa realidade é observável, também, quando há inquéritos sobre hábitos de leitura. Não fica bem dizer que não se lê e, por essa razão, as respostas não batem certo quando comparamos os livros que as pessoas dizem que leem, ou possuem, com os livros vendidos. Tenho muita pena que a leitura não seja encarada como algo fundamental à construção de melhores seres humanos. Acredito genuinamente que crescemos muito enquanto pessoas quando lemos mais.

 

Nuno Coelho, autor do blogue 'Ministério dos Livros'

Nuno Coelho, autor do blogue Ministério dos Livros

 

"Tenho muita pena que a leitura não seja encarada como algo fundamental à construção de melhores seres humanos. Acredito genuinamente que crescemos muito enquanto pessoas quando lemos mais." Nuno Coelho.

 

 

Quais os fatores que mais o influenciam na hora de comprar um livro?

Eu tenho sempre uma (extensa) wishlist de livros e oriento muito as minhas compras em função dela. Como vou acompanhando de perto as novidades que vão surgindo, alimento a lista em função dos livros que me vão despertando interesse. Seja no campo da ficção ou da não ficção, o livro tem de me despertar interesse. Pode ser pelo tema, pelo autor ou pela simples curiosidade.

 

Que blogues segue religiosamente?

Devo confessar que a falta de tempo me impede de seguir muita coisa. Sigo o blogue Somos Livros da Livraria Bertrand desde sempre; De Rerum Natura na área da ciência; o Delito de Opinião; e sigo pontualmente blogues na área da literatura, alguns deles membros da Comunidade Bertrand, onde espreito o que outros leitores andam a ler. Sigo ainda alguns blogues de humor, como por exemplo A Casa da Gorda

 

Que livros estão na sua mesa-de-cabeceira, neste momento?

Neste momento tenho A Mensagem, de Mai Jia, e O Pequeno Livro dos Buracos Negros, de Steven S. Gubser e Frans Pretorius. O primeiro para experienciar um autor chinês contemporâneo; o segundo para preencher a minha permanente necessidade de conhecimento no âmbito da ciência.

 

Qual é o livro da sua vida?

Devia ter uma resposta para essa pergunta, mas não tenho. Não tenho o livro da minha vida. Tenho dois ou três livros que coloco numa categoria especial. Ainda em jovem, li O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, porque me abriu outro tipo de horizontes literários e de conhecimento. Mais tarde, li Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, e, mais recentemente, um livro que achei absolutamente extraordinário: Lincoln no Bardo, de George Saunders. É curioso que quanto mais leio, mais tenho a sensação que nunca terei um livro da minha vida. Acredito, isso sim, que terei outros para juntar aos três que referi.

 

Se tivesse a oportunidade de juntar três dos seus autores preferidos na mesma sala, quem seriam?

Tenho várias combinações possíveis, mas a primeira que me vem à cabeça, preocupando-me mais com o meu prazer pessoal em falar com os autores, do que com um tema comum que pudesse ser debatido, seria: Ricardo Araújo Pereira, Yuval Noah Harari e Daniel Silva. Mas facilmente encontraria mais quatro ou cinco combinações diferentes.

 

E se alguém só pudesse ler três livros ao longo da sua vida, que imprescindíveis sugeria?

Pergunta muito difícil e que pode ser respondida de vários ângulos.  Não vou entrar nos clichés do costume, pelo que, sugeriria um livro para ser lido ainda em criança, como O Principezinho de Antoine de Saint Exupéry; um livro para conhecer o verdadeiro poder da imaginação humana colocada em palavras, como Lincoln no Bardo, de George Saunders; e, finalmente, um livro que permitisse perceber de onde viemos e para onde vamos, como Homo Deus - História Breve do Amanhã de Yuval Noah Harari.

 


 

Se tem um site, blogue e/ou presença nas redes sociais e partilha desta nossa paixão pelos livros, junte-se à Comunidade Bertrand. Garantimos-lhe um lugar de destaque no nosso site - que recebe, em média, cerca de 500.000 visitas por mês - e a possibilidade de, em primeira mão, participar nos desafios e passatempos que promovemos. 

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