As mães na literatura

Por: Beatriz Sertório a 2020-04-30 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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Mulherzinhas
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Cem Anos de Solidão
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O Quarto de Jack
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Harry Potter e a Pedra Filosofal
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A Guerra dos Tronos
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Sou Um Crime
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A Inquilina de Wildfell Hall
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A casa dos espíritos
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Últimos artigos publicados

Vergílio Ferreira | Uma poética da condição humana

Como ensaísta, é incontornável, como romancista, há quem diga que não deixou herdeiros. Apesar de volvidos 25 anos desde a morte de Vergílio Ferreira, o autor natural de Melo (Gouveia), que comemoraria hoje o seu aniversário, continua a ser um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa. Tendo deixado uma obra literária extensa, é autor de 25 romances, 13 ensaios, e ainda 12 diários. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Camões, prémio que foi atribuído três anos depois ao Nobel da Literatura, José Saramago. Por sua vez, em 1997, foi instituído o Prémio Literário Vergílio Ferreira, atribuído anualmente pela Universidade de Évora, cidade onde Vergílio viveu e lecionou antes de se fixar permanentemente em Lisboa. 

Quem traiu Anne Frank?

Uma investigação, liderada por um ex-agente do FBI, sobre quem denunciou a adolescente Anne Frank e sua família, concluiu que pode ter sido Arnold Van den Bergh, um notário judeu, a revelar aos nazis a localização, para salvar a sua própria família. As conclusões são agora reveladas em Quem Traiu Anne Frank? A investigação que revela o segredo jamais contado, de Rosemary Sullivan,  que chegará às livrarias em março.

5 Lições de Primo Levi

Num mundo como aquele em que vivemos hoje, em que as notícias de tragédias são diárias e o risco de estas serem votadas ao esquecimento elevado, celebramos a escrita como arma de combate à indiferença com 5 lições que aprendemos com Primo Levi.

As mães são a primeira casa que conhecemos e a primeira página da nossa história. Em homenagem às verdadeiras heroínas da nossa história, recordamos aquelas que protagonizaram as histórias que lemos.


Margaret March
Mulherzinhas, Louisa May Alcott

Mãe das quatro irmãs March (Jo, Meg, Amy e Beth), Margaret (ou Marmee), é a cola que mantém a família unida durante a Guerra Civil. Enquanto o marido luta na Guerra, Marmee gere a casa e educa as filhas da melhor forma que consegue. Porto seguro da família March, não hesita em partir para Washington quando o marido volta da guerra gravemente lesionado, e apressa-se a regressar a casa para cuidar de Beth quando esta adoece. Tendo a responsabilidade de cuidar da casa e das filhas nos seus ombros, a senhora March é um símbolo de como o amor maternal é capaz de ultrapassar os maiores obstáculos. Depois de casar as suas filhas, torna-se avó de três netos, e é homenageada ao ver uma das suas netas (como uma das suas filhas), ser batizada com o seu nome.

 

 

Úrsula Iguarán
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez


Tendo sido batizada por Gabriel García Márquez com o mesmo apelido da sua mãe, Úrsula Iguarán é uma das personagens principais de uma das mais importantes obras da literatura latino-americana, Cem Anos de Solidão. Matriarca da família Buendía, Úrsula é, nas suas próprias palavras, “a voz da razão de uma família de loucos.” Apesar de poder ser um pouco severa por vezes, é ela quem mantém a família unida, sendo o verdadeiro pilar sem o qual tudo se desmoronaria. Para além dos seus três filhos, cria ainda uma filha adotiva, Rebeca, e tem sempre as portas de casa abertas para qualquer pessoa que precise de uma refeição quente. Tendo vivido mais de cem anos (é a personagem do romance que vive mais tempo), acaba por viver o maior pesadelo de qualquer mãe: viver mais tempo do que todos os seus filhos.

 

“a voz da razão de uma família de loucos.”

 

Mamã
O Quarto de Jack, Emma Donoghue

Embora seja a partir da perspetiva de Jack, de 5 anos, que ficamos a conhecer a a sua mãe, é a sua resiliência que torna esta história tão especial. Inspirada em diversos sequestros verídicos, O Quarto de Jack conta a história de uma jovem que após ser raptada aos 17 anos, engravida do seu sequestrador. Embora nunca fiquemos a saber o seu nome — Jack, o seu filho e narrador, apenas se refere a ela como 'mamã' — , conhecemos a sua força e o amor com que cuida do filho que, apesar de viver num espaço de 11m2, nunca se apercebe da prisão em que ambos vivem. No quarto, os dois brincam, riem, e imaginam o mundo lá fora — para Jack, a imaginação é mesmo a única hipótese, uma vez que nunca conheceu nada para além dos limites do pequeno quarto. Em 2016, a adaptação do livro ao cinema valeu a Brie Larson, a atriz que encarna a mãe de Jack, o Óscar de Melhor Atriz.

 

 

Molly Weasley
Harry Potter, J. K. Rowling


Nascida no universo de Harry Potter, Molly Weasley, mãe dos irmãos Weasley (Ron, Bill, Charlie, Percy, Fred, George, e Ginny), transformou-se numa das personagens maternais mais acarinhadas da literatura. Apesar de terem sete filhos e passarem dificuldades financeiras, ela e Arthur, o seu marido, tratam o orfão Harry Potter como se fosse seu, mostrando-se sempre disponíveis e agradados por o acolher. Apesar de ser mais rígida do que Arthur, é, contudo, por amor e preocupação que Molly por vezes perde um pouco a paciência — sobretudo, com Fred e George, os irmãos gém eos que estão sempre a causar-lhe arrelias. Um dos momentos mais representativos da força de Molly, é quando enfrenta a “devoradora da morte”, Bellatrix Lestrange, quando esta tenta atacar a sua filha mais nova, Ginny, e a mata. Apesar de um dos seus filhos não ter tido a mesma sorte, Molly sobrevive à Batalha de Hogwarts e torna-se avó de 12 netos, uma das quais recebe o seu nome como homenagem.

 

Catelyn Stark
As Crónicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin

Casada com Ned Stark, com quem tem cinco filhos — Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon — Catelyn, é uma mulher forte e uma mãe protetora. Embora não seja perfeita (como, aliás, nenhuma das personagens de George R. R. Martin o é), pois tem uma relação problemática com Jon Snow, o filho bastardo do marido, é uma das figuras maternais mais marcantes de As Crónicas de Gelo e Fogo. Para ela, a honra é o valor mais importante e, para defender a dos seus, é capaz de ultrapassar as maiores adversidades. Quando a guerra pelo trono dos Sete Reinos coloca a sua família em perigo, o seu instinto maternal leva-a, frequentemente, a tomar decisões apressadas que nem sempre são as melhores. Contudo, o seu amor pelos filhos é inquestionável, e a sua força para garantir a segurança daqueles que ama, incansável.

 

 

Patricia Noah
Sou um Crime, Trevor Noah


Apesar de não ser uma personagem ficcional, a mãe de Trevor Noah, comediante e apresentador do The Daily Show, figura nesta lista por ser o coração de um livro que consegue ser, ao mesmo tempo, hilariante e comovente. Sou um Crime conta a história de um amor proibido entre um branco e uma negra, na África do Sul dos tempos do Apartheid, e do seu crime: o filho, Trevor. Por entre os inúmeros obstáculos que tiveram de ultrapassar, fruto do ambiente de pobreza e discriminação em que viviam, a sua mãe, Patricia, é um exemplo de rebeldia e resiliência, fazendo deste livro, mais do que uma biografia de Trevor, uma verdadeira homenagem às mulheres que fizerem dele quem ele é hoje — para além da mãe, a avó, Koko. Símbolo de resistência contra a intolerância e o racismo, a história de Patricia serve também de sensibilização para o grave problema de violência contra as mulheres na África do Sul e no mundo.

 

"Os médicos levaram-na para a sala de partos, abriram-lhe a barriga e tiraram de lá uma criança meio branca e meio negra que violava um sem-número de leis, estatutos e regulamentos: nasci um crime."

 

Helen Graham
A Inquilina de Wildfell Hall, Anne Brontë


Um símbolo da literatura feminista, Helen Graham, a protagonista de A Inquilina de Wildfell Hall, é uma mãe devota, em fuga de um marido alcoólico e abusivo. Reflexo da posição vulnerável das mulheres na sociedade vitoriana em que Anne Brontë vivia, Helen é uma 'boa cristã', temente a Deus e ao marido, que encontra forças que nem sabia ter, para se proteger a ela e ao filho. Ao fazê-lo, sofre com o preconceito e o julgamento dos restantes habitantes da aldeia que a veem como uma mulher séria e cruel, desconhecendo o seu sofrimento. Mas nem por isso deixa esmorecer a sua determinação em conseguir uma vida mais digna para si e para o pequeno Arthur. Ao escapar do marido, começa a recorrer ao seu talento para a pintura como fonte de rendimento, recuperando, assim, a sua independência e tornando-se um exemplo de coragem e resiliência.

 


Clara del Valle Trueba
A Casa dos Espíritos, Isabel Allende


Alvo de censura no Chile, a obra de estreia de Isabel Allende, A Casa dos Espíritos, é um livro controverso. É, contudo, um livro pautado por personagens femininas fortes. Clara del Valle Trueba, a matriarca e uma das protagonistas da história, é a mãe de Blanca, Jaime, e Nicolás. Apesar de ignorar o trabalho doméstico, ocupando-se antes com os seus poderes sobrenaturais que predizem as tragédias da família, é uma mãe preocupada, que ama os seus filhos. Da sua própria mãe, aprendeu os valores da justiça e da igualdade, os quais ela professa frequentemente aos camponeses que trabalham na fazenda de Esteban, o seu marido. Para proteger os filhos, é capaz até de fazer frente ao seu próprio marido, tendo-o confrontando quando este agrediu Blanca por ter descoberto a relação que esta mantinha com Pedro, o capataz da fazenda.

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