7 livros que marcaram a nossa infância

Por: Bertrand Livreiros a 2019-04-02 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Antoine de Saint-Exupéry

Antoine de Saint-Exupéry

Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de junho de 1900 em Lyon. Faz o seu batismo de voo aos 12 anos, aos 22 torna-se piloto militar e é como capitão que em 1939 se junta à Força Aérea francesa em luta contra a ocupação nazi. A aviação e a guerra viriam a revelar-se elementos centrais de toda a sua obra literária, onde se destacam títulos como Correio do Sul (1929), o seu primeiro romance, Voo Noturno (1931), que logo se tornou um êxito de vendas internacional, e Piloto de Guerra (1942), retrato da sua participação na Segunda Guerra Mundial. Em 1943 publicaria aquela que é reconhecida como a sua obra-prima, O Principezinho, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo. A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação durante uma missão de reconhecimento no sul de França, permanece ainda hoje um mistério.

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Enid Blyton

Enid Blyton

Uma das autoras de literatura infantil e juvenis mais célebres mundialmente, Enid Blyton estudou para ser professora primária, em Ipswish High School. Mais tarde, apercebeu-se que ser professora não era a sua vocação, por isso começou a escrever. Mas como no início teve dificuldades em encontrar uma editora, não deixou de ser professora. O seu primeiro poema Have You?, foi publicado em 1917 na Nash’s Magazine. O seu primeiro livro Child Whispers, uma coleção de versos, surgiu em 1922. Seguiu-se Real Fairies: Poems (1923), Responsive Singing Games (1923), The Enid Blyton Book of Fairies (1924), Songs of Gladness (1924) e The Zoo Book (1924). Em 1924 casou-se com o editor do departamento de livros da George Newnes, Hugh Pallack. Em 1931 teve a sua primeira filha, Gillion e , 4 anos depois, Imagen. Em 1938, surgiu a primeira grande aventura juvenil The Secret Island, seguiu-se Os Cinco, Os Sete, as séries Mistério e o livro Barney’ Mystery. Durante a Segunda Guerra Mundial, Blyton conseguiu que os seus livros fossem impressos, apesar da censura existente. Em 1940, foram impressos onze livros com o seu nome, incluindo The Secret of Spiggy Holes, Twenty-Minute Tales, Tales of Betsy May e The Children of Cherry Tree Farm. Com o pseudónimo de Mary Pollock, escreveu Three Boys and a Circus e Children of Kidillin. Enid Blyton e o seu marido divorciaram-se em 1942. Passado alguns meses escreveu Os Cinco na Ilha do Tesouro. No ano seguinte, casou novamente, mas agora com Kenneth Waters, e a partir daí começou a escrever mais. Em 1949, Blyton publicou Little Noddy Goes to Toyland, uma história de um pequeno brinquedo que acaba sempre por se envolver em confusões. As vendas excederam as expectativas e outros livros de Noddy com diferentes tamanhos e tipos sucederam-se rapidamente. Entre 1950 e 1960, Blyton foi atacada pela crítica e várias sanções foram impostas aos seus livros devido ao vocabulário limitado, tendo sido lançados, inclusive, rumores de que Blyton não era autora de todos os seus livros. No início dos anos 60, a falta de concentração de Blyton foi acrescida pela doença. Blyton morreu a 28 de Novembro de 1968 em Hampsted. Era capaz de acabar uma aventura dos Cinco com 50 000 palavras numa semana. Foi criticada pelos pedagogos devido aos estereótipos social, racial e sexual. Publicou mais de 600 livros infantis e juvenis. As suas obras foram traduzidas em cerca de 70 línguas e até 1980 foram vendidos mais de 60 milhões volumes. No final de 1990, mais de 300 títulos de Blyton eram ainda impressos, incluindo edições como os Cinco.

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Isabel Alçada

Isabel Alçada

Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de maio de 1950, sendo a mais velha de três irmãs. A casa da família era muito frequentada pelas tias e pelas primas, mas era o pai, alegre, otimista, criativo que inventava as histórias e os jogos, bem como organizava os passeios e visitas a museus, que representavam um desafio e um estímulo permanente. A infância e juventude decorreram num ambiente alegre, caloroso, feliz, rico de vivências.

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Hergé

Hergé

Autor de banda desenhada, ilustrador e publicitário, Georges Prosper Remi Remi, dito Hergé, nasceu a 22 de maio de 1907, em Etterbeek, nos arredores de Bruxelas (Bélgica).
Oriundo de uma família católica, a sua infância e adolescência foram marcadas pela sua ligação aos escuteiros, tendo desde pequeno enveredado pelo desenho e a ilustração, pelo que a criação de Totor, um escuteiro com traços de Tintim, para a revista Le Boy Scout , em 1926, surgiu naturalmente.
Após concluir os estudos secundários, em Humanidades, foi trabalhar no jornal católico Le Vingtième Siècle , em 1925, na área das assinaturas.
Em 1928 passou a ser redator chefe do Le Petit Vingtième, suplemento semanal de Le Vingtième Siècle. Neste mesmo suplemento surgiu pela primeira vez Tintin (Tintim), a 10 de janeiro de 1929, numa história em que o personagem visita o "País dos Sovietes". O vivo entusiasmo que suscitou nos leitores, levou mesmo à encenação da chegada de Tintim e Milu, acompanhados do próprio Hergé, à estação Gare du Nord, em Bruxelas, onde uma multidão os aguardava. Dessa história, resultou o seu primeiro álbum, Tintin au Pays des Sovietes (Tintim no País dos Sovietes ), que foi editado no ano seguinte pelo próprio jornal, sendo o único que, mais tarde, não foi redesenhado nem colorido, encontrando-se na sua versão original a preto e branco. Ainda em 1930, criou os endiabrados Quick et Flupke (Quim e Filipe), no Le Petit Vingtième, que aparecem em curtas histórias de duas páginas, reunidas em doze álbuns, para "desespero" do agente 15 da Polícia de Bruxelas, alvo preferencial das suas traquinices.
Em 1934 criou um dos seus trabalhos menos divulgados, Popol et Virginie, também no Le Petit Vingtième, numa incursão pelo oeste americano com animais humanizados, que não teve continuação, trabalho inédito em Portugal.
1936 marcou o surgimento de uma nova série, Jo, Zette et Jocko (Joana, João e o Macaco Simão), de que foram editados, mais tarde, cinco álbuns. Dois irmãos e o seu simpático macaco vivem divertidas aventuras, num ambiente familiar, a pedido dos responsáveis do semanário Coeurs Vaillants, que publicava as aventuras de Tintim em França.
Nesta época, a par das suas bandas desenhadas, criou o Atelier Hergé, consagrado à publicidade e demais ilustração, de livros, catálogos ou cartazes, pelo que o trabalho absorvia totalmente o seu tempo.
A 10 de maio de 1940, a ocupação da Bélgica pelos nazis levou ao encerramento de, entre outros jornais, Le XXe Siècle e o seu suplemento Le Petit Vingtième , pelo que a publicação de Tintin au Pays de l'Or Noir (No País do Ouro Negro) foi interrompida por oito anos. Ainda nesse ano, Hergé iniciou uma outra aventura, Le Crabe aux Pinces d'Or (O Caranguejo das Tenazes de Ouro), no jornal Le Soir , suplemento Le Soir Jeunesse , que marca a estreia do Capitão Haddock, que acabará por "rivalizar" com Tintim em popularidade.
Em 1942 a Casterman passou a editar as histórias de Hergé em álbuns de 62 pranchas (páginas), de modo a padronizar o formato e tirar potencialidade do uso da cor. Uma vez que os primeiros livros chegavam a ter 140 páginas, foi necessário, progressivamente, remodelar e colorir os primeiros títulos, estando disponíveis ambas as versões.
A 26 de setembro de 1946 surgiu a revista Tintin , que se revelaria um marco na História da BD, numa iniciativa de Raymond Leblanc (das Editions du Lombard). Contou desde o começo com grandes nomes da Nona Arte, como Edgar P. Jacobs (criador de Blake e Mortimer) e Paul Cuvelier (autor de Corentin), para além de, naturalmente, Hergé. Estes, juntamente com outros autores que entraram mais tarde na revista, formaram a que ficou conhecida como a "Escola de Bruxelas".
A 30 de março de 1950 iniciou-se na Tintin a publicação da dupla aventura lunar, Rumo à Lua e Explorando a Lua , em que Hergé "antecipa" a ida do Homem à Lua em perto de 20 anos, aumentando em muito o prestígio de Tintim.
Em termos estéticos, o autor foi precursor do estilo Linha Clara (designação criada em 1977 pelo neerlandês Swarte, referente ao desenho elegante e depurado, de linhas bem definidas). Grande admirador da pintura, Hergé não se coibiu de pintar e comprar várias telas nos últimos anos da sua vida, conhecendo nomes como Andy Warhol, que o retratou.
Quando faleceu a 3 de março de 1983 (em Bruxelas), foi notícia em todo o Mundo, tendo o prestigiado jornal francês Libération feito uma edição em que as notícias não foram acompanhadas por fotografias mas sim por desenhos extraídos das aventuras de Tintim. Com a sua morte ficou inacabado o que seria o próximo álbum de Tintim: Tintin et l'Alph-Art , cujos esboços do guião e dos desenhos se encontram reunidos na edição do mesmo título. Este álbum deu, entre 1989 e 2003, o nome aos prestigiados Prémios do Festival Internacional de BD de Angoulême (anteriormente designados Alfred , depois denominados Prix d'Angoulême).
A Fundação Hergé, em Bruxelas, é a instituição que cuida de todo o seu vasto acervo documental, procurando disponibilizar aos leitores e estudiosos um grande conjunto de informações, através da realização de exposições e a edição de bibliografia crítica, que atinge largas dezenas de títulos.

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Hans Christian Andersen

Hans Christian Andersen

Escritor dinamarquês, nascido em 1805 e falecido em 1875, é o autor de contos de fadas mais conhecido mundialmente. Enquanto que as peças de teatro, romances, poemas, livros de viagem e muitas biografias que escreveu só são conhecidos na Dinamarca, os seus "Contos" (1835-1872) encontram-se traduzidos em muitas línguas. Entre os mais famosos destacam-se "O Patinho Feio", "A Sereiazinha" e "A Rainha da Neve".

Mas, Andersen escreveu mais de 156 contos de fadas, autobiografias, romances, peças de teatro, poesia, relatos de viagem. Toda a sua obra estava direcionada tanto para as crianças como para os adultos. As suas criações são ainda hoje fonte de inspiração e de novas reflexões.

H.C. Andersen era e continua a ser um poeta insuperável. A sua obra é fascinante pela abrangência e por ter sido traduzida em inúmeras línguas. Esta popularidade reflete a capacidade única da sua poesia evocar emoções profundas nos seus leitores, independentemente da idade, sexo ou cultura.

A sua produção literária composta de relatos de viagens, poemas, romances e dramas é, sem dúvida, notável pela prodigalidade e qualidade.

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Quino

Quino

Autor de banda desenhada (BD), caricaturista e ilustrador argentino, Quino, pseudónimo de Joaquín Salvador Lavado ((Mendoza, Argentina, 17 de julho de 1932 - 30 de setembro de 2020), sendo filho de imigrantes espanhóis originários de Fuengirola (Málaga).
Uma vez terminados os estudos em Belas-Artes, Quino tentou a sua sorte como desenhador na capital argentina, Buenos Aires, quando tinha 18 anos. Não conseguindo trabalho, regressou a casa e fez diversos cartazes publicitários nos seus primeiros anos de trabalho, até que se mudou para Buenos Aires, em 1954, onde o seu trabalho acabaria por, a pouco e pouco, ser devidamente reconhecido.
Começou a trabalhar como ilustrador para títulos tão diversos como Avivato, Esto Es, Que, Siete Dias, Tia Vicenta, Vea y Lea, entre outros, fazendo abundante número de caricaturas. Nos seus primeiros trabalhos nota-se que sofreu influências plásticas de Walt Disney e do argentino Guillermo Divito.
Mundo Quino, título do seu primeiro livro, foi editado em 1963.
Em 1964 surgiu a sua personagem emblemática, Mafalda, a contestatária, série de banda desenhada publicada nos jornais em tiras (curta sequência de quadradinhos), que inicialmente tinha sido imaginada para uma campanha publicitária a eletrodomésticos e que, entretanto, acabou por ser recusada. Inicialmente, Mafalda foi publicada no suplemento de humor da revista Leoplán, com três tiras, passando a surgir regularmente em Primera Plana (1964), depois no El Mundo (1965) e finalmente no Siete Dias (1967), terminando em 1973, apesar do grande sucesso alcançado em diversos países. Esta decisão prendeu-se com o desejo do autor de se dedicar inteiramente ao desenho de humor, à caricatura, por um lado, e de não cair na sempre dificilmente inevitável armadilha da repetição de ideias. A popularidade e atualidade da Mafalda continuam, apesar da BD desta personagem ter terminado há décadas. Para além disso, está associada a séries de desenhos animados e a diversos produtos derivados.
A obra de Quino é muito vasta, encontrando-se editada nas principais línguas. Os seus Cartoons, aparentemente tão simples, retratam como poucos os inacreditáveis meandros da burocracia, a sempre surpreendente estupidez humana, a prepotência dos mais fortes sobre os mais fracos, entre outras célebres evocações que são recorrentes da sua obra, marcada por um humor e um grafismo sem igual.
O autor, que em Portugal tem um grande número de livros editados pela Dom Quixote, Bertrand e Teorema, já se deslocou ao nosso país para encontros com os jornalistas e os leitores portugueses em 2001 e em 2003.
Foi distinguido várias vezes, destacando-se: o Troféu Palma de Ouro do Salão Internacional de Humorismo de Bordighera (1978), "Desenhista do Ano" a nível mundial (1982), o Prémio B' nai B' rith Derechos Humanos (1998) e o Prémio Quevedos de Humor Gráfico (2001).
Foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias na categoria de Comunicação e Humanidades em 2014.

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Marcel Marlier

Marcel Marlier nasce a 18 de Novembro de 1930, em Herseaux, na Bélgica, perto da fronteira francesa.
Aos dezasseis anos, inscreve-se no Curso de Artes Decorativas na Escola de Saint-Luc de Tournai. Em Julho de 1951, termina os seus estudos com distinção. Voltará a Saint-Luc como professor a partir de 1953.
Ainda estudante, Marcel Marlier é premiado pelo seu talento ao vencer um concurso de desenho organizado pelas edições La Procure de Namur, iniciando aí uma colaboração, que durará mais de 25 anos. Para esta editora, ilustra, entre outras colecções, os dois manuais escolares que mais marcaram uma geração de estudantes franceses: Je lis avec Michel et Nicole e Je calcule avec Michel et Nicole.
Em 1951 integra a equipa da Casterman e ilustra algumas das obras dos grandes clássicos da literatura mundial: Alexandre Dumas, Pearl Buck, Condessa de Ségur ou Madame le Prince de Beaumont. Ilustra igualmente a colecção infantil Farandole.
Em 1954 inicia a sua colaboração com Gilbert Delahaye criando o universo da Anita. Nada fazia antever que, 52 anos depois, iria continuar a ilustrar essa colecção. Em 1969, ainda na Casterman, cria a colecção Jean-Lou et Sophie, da qual é ao mesmo tempo autor e ilustrador.

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Roald Dahl

Roald Dahl (1916-1990) nasceu no País de Gales, filho de pais noruegueses. Durante a II Guerra Mundial foi piloto da RAF (Royal Air Force). Foi casado duas vezes e teve 5 filhos.
Começou a escrever em 1942. O seu primeiro livro para crianças foi "Gremlins" mas as suas obras para crianças mais famosas são Charlie e a Fábrica de Chocolates, Matilda, e James e o Pêssego Gigante.
Teve sucesso como escritor de contos macabros para adultos, com mais de 60 contos, alguns publicados só após a sua morte. The Smoker foi adaptado para um dos episódios de Hitchcock Apresenta e para o filme de Tarantino Quatro Quartos (1995). Fundou a Roald Dahl’s Marvellous Children’s Charity para investigação nos campos da neurologia e hematologia. Em 2008 foi inaugurado o The Roald Dahl Funny Prize: um prémio anual para autores de ficção humorística infantil.
Roald Dahl é um dos escritores mais vendidos do mundo.
O seu aniversário (13 de Setembro) é comemorado em África, no Reino Unido e na América Latina

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Ana Maria Magalhães

Ana Maria Magalhães

Ana Maria Magalhães nasceu em 14 de abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias.. A infância e juventude decorreram, portanto, num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.

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Italo Calvino

Italo Calvino

Italo Calvino nasceu nos arredores de Havana (Cuba), a 15 de outubro de 1923. Passou praticamente toda a sua vida em Itália, excetuando os treze anos em que viveu em Paris. Faleceu em Siena, a 19 de setembro de 1985. Calvino estudou em San Remo até aos 20 anos, ingressando então na Resistência contra o fascismo e a ocupação nazi, depois de aderir ao Partido Comunista, que abandonou em 1957. Terminada a Segunda Guerra Mundial, instalou-se em Turim, começando a trabalhar na Einaudi, que depressa se transformou numa das principais editoras italianas do pós-guerra. Já trabalhava na Einaudi (onde desempenhou um importantíssimo papel como consultor literário) quando concluiu a sua licenciatura em Letras. Com O Atalho dos Ninhos de Aranha (1947) deu início a uma surpreendente carreira literária, que viria a consagrá-lo como um dos maiores escritores italianos do século XX.

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Hoje, celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta efeméride, instituída em 1967, aproveitou o dia em que se assinala também o nascimento de Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês e poeta de histórias infantis.

Se precisássemos de pretexto, este seria o ideal, para viajamos até à nossa infância, nas páginas de 7 livros especiais. Embarque connosco.

 

 

1. MATILDA (1988), DE ROALD DAHL

A história de Matilda, que ganhou o Children’s Book Award, no Reino Unido, pouco tempo depois de ser publicada em 1988, permanece no coração de muitos como um dos melhores clássicos infantis. A menina que ficou conhecida pela sua rebeldia e inteligência, e que se refugia nos livros, por ser tratada com desdém pelos pais e inferiorizada pela diretora da sua escola, é um símbolo para, para crianças e adultos, porque nos mostra o quão importante é defendermo-nos de quem nos trata mal. 

Para os fãs desta pequena heroína, e porque em 2018 se celebram os 30 anos da publicação original, o ilustrador Quentin Blake imaginou onde estaria Matilda agora, depois de todos estes anos, e os cenários são variados: desde Chefe Executiva na British Library, passando por Astrofísica, até Viajante pelo Mundo.

 

 

2. OS CINCO (1942-1963), DE ENID BLYTON

Quem não se lembra de Júlio, David, Ana, Zé e o seu cão Tim? Faz parte da memória coletiva a história dos três irmãos que, em Os Cinco na Ilha do Tesouro, a primeira obra publicada, visitam pela primeira vez a sua prima Zé, em Kirrin, desafiando-os para uma aventura, ao visitar um navio naufragado, onde existe um suposto tesouro perdido. A partir daqui, foram várias as histórias com que Enid Blyton nos deliciou, numa saga que durou mais de vinte anos e que ainda hoje se mantém bem viva para as gerações mais novas.

 

 

3. MARTINE (1966-), DE GILBERT DELAHAYE E MARCEL MARLIER

Os livros originais foram publicados, pela primeira vez, em 1954, no entanto, só começaram a circular em Portugal em 1966, através da Editorial Verbo. Sempre a conhecemos como Anita, apesar de Martine ser o seu nome original (agora utilizado nas reedições da editora Zero a Oito). É quase um membro da nossa família, esta menina que encantou gerações e ensinou imensas crianças a lidar com as mais variadas situações, desde ser baby-sitter,  bailarina, aprender a cozinhar ou  tratar do jardim.

 

 

4. MAFALDINHA (1964-), DE QUINO

As tiras da irreverente Mafalda foram publicadas pela primeira vez em 1964, no jornal argentino Primera Plana – mas a sua voz contestadora continua bem presente nos dias de hoje. Com um Instagram e um Twitter, criada por Quino, cartoonista argentino galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias em 2014, a personagem de banda desenhada mantém-se ativa, na defesa dos direitos humanos, expondo os erros mais absurdos da sociedade.

Entre os incontáveis exemplos, destacamos o dia em que Mafalda ouviu na rádio:“O Papa fez uma chamada à paz”, acabando por comentar: “E deu ocupado como sempre, não é?” (via Diário das Notícias).

 

 

 

5. AS AVENTURAS DE TINTIN (1929-1976), DE HERGÉ

Tintin e Milou são a dupla belga protagonista de grandes viagens e aventuras, que deram origem a dezenas de livros, como Tintin e os Pícaros, As Aventuras de Tintin no País dos Sovietes ou Explorando a Lua

Portugal foi o primeiro país a publicar as aventuras de Tintin noutra língua que não o francês, através do jornal infantil católico “O Papagaio”, em 1936; e foi também o primeiro país do mundo a publicar a banda desenhada a cores, também por intermédio do mesmo jornal – algo que nem França ou a Bélgica tinham ainda feito (via Mag Sapo).

 

 

6. O PRINCIPEZINHO (1943), DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

O terceiro livro mais traduzido no mundo (pelo menos em 250 línguas) é a história intemporal  d’O Principezinho, que marcou a infância de várias gerações, desde a sua publicação, em 1943.

Pela mão de Saint-Exupéry, acompanhamos a viagem do pequeno príncipe, de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

 

 

7. UMA AVENTURA (1982-2018), DE ISABEL ALÇADA E ANA MARIA MAGALHÃES

A colecção, exclusivamente portuguesa, iniciada em 1982, marcou as gerações mais novas. As gémeas Teresa e Luísa e os amigos Pedro, Chico e João formam um grupo que, à semelhança de “Os Cinco” e “Os Sete” de Enid Blyton, passam por uma série de aventuras e perigos, tendo Portugal como cenário.

Segundo uma das autoras, Ana Maria Magalhães,  “As editoras não acreditavam em aventuras passadas em Portugal. Só queriam histórias de autores estrangeiros. Nós tínhamos ideia que não, que havia mercado”.  E houve. O resto faz parte da(s) história(s).

 

 

Estes são apenas uma amostra dos companheiros de aventuras que cresceram connosco. Qual foi o livro que marcou a sua infância?

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