"Ensaio sobre a Cegueira" e "A Peste", obras contagiosas em pleno séc. XXI

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-03-11 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Stephen King

Stephen King

Stephen King nasceu em Portland, no Maine, em 1947. Após o divórcio dos pais ainda criança, foi criado pela mãe, Nelly Ruth Pillsbury King. Licenciou-se em Inglês na Universidade do Maine, em 1970, com uma especialização em Ensino. Conheceu a mulher, Tabitha Spruce, nos corredores da biblioteca da universidade, onde ambos trabalhavam enquanto estudantes. Casariam em 1971.
Publica o seu primeiro romance, Carrie, em 1974, cujo contrato de edição lhe permitiu abandonar o ensino e dedicar-se em exclusivo à escrita. Depois? Depois é história. E Depois é também o novo romance que se junta a 'Salem's Lot, The Shining, The Stand – A Dança da Morte, Samitério de Animais, It – A Coisa, Misery ou Se Tem Sangue, entre outros, todos publicados pela Bertrand Editora, que fazem de King um dos grandes mestres da moderna narrativa americana, um autor que concilia inquietação, entretenimento e qualidade literária como nenhum outro. Recebeu a National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters em 2003 e a National Medal of Arts em 2014.
www.stephenking.com

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José Saramago

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

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Albert Camus

Albert Camus

Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século XX. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.

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Ensaio sobre a Cegueira
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A Peste
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Ainda só vamos no terceiro mês do ano, mas a epidemia do COVID-19, a nova estirpe do coronavírus, já afetou milhares de pessoas e ousou o impensável ao parar o mundo. Considerada “a maior epidemia do século XXI” (in Revista Sábado, n.º 827), esta epidemia já levou ao cancelamento de diversos eventos culturais, o encerramento temporário de universidades e à divulgação de petições pelo encerramento de escolas públicas. No meio do pânico, contudo, há quem tenha preferido a ficção à realidade, através da literatura.

 


 

José Saramago

 

“O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos”

 

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, e A Peste, de Albert Camus, foram duas das obras cujas vendas online dispararam, em Itália, o país europeu mais afetado pelo COVID-19. A cegueira ficcionada pelo autor português tornou-se um fenómeno literário por terras italianas, chegando ao 5.º lugar na Amazon, com um aumento de 180% nas vendas, segundo o jornal Expresso. Já o livro do escritor franco-argelino, subiu para o terceiro lugar do top de vendas, quando há um mês não passava do 71.º lugar, de acordo com o jornal italiano La Repubblica.

A obra de Saramago, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998, narra uma epidemia de cegueira branca, que alastra pelo país inteiro e que leva a vários episódios de pânico e caos social. Um dos mais popularmente citados narra a primeira situação de quarentena forçada, num asilo degradado, onde as pessoas vivem de forma deplorável e em condições desumanas. A distopia foi altamente elogiada internacionalmente, pelo quadro que traça do ser humano que, perante a angústia e o sofrimento, acaba por se revelar: “É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade.”

Em A Peste, por outro lado, o também Prémio Nobel da Literatura de 1957, relata a história de uma cidade de Orão, na Argélia, na década de 1940, que é colocada em quarentena devido a uma epidemia de peste. Grande parte da população é aniquilada pela doença, restando à personagem principal, o doutor Bernard Rieux, fazer o melhor que pode, curando um paciente de cada vez. Publicada em 1947, crê-se que esta obra serviu, na altura, como analogia para os horrores da II Guerra Mundial, questionando a natureza e condição do ser humano. 

 

Albert Camus

 

E porque falamos em obras contagiosas, nem Stephen King escapou ao escrutínio dos meios de comunicação. De acordo com o jornal Daily Mail, o ator James Marsden comparou o COVID-19 ao vírus criado pelo Rei do Terror em The Stand, obra originalmente publicada em 1978, e que vai ser agora adaptada à televisão pelo serviço de streaming norte-americano CBS Access. 

No cenário apocalíptico criado por King, um vírus mortal é criado num laboratório militar, originando uma pandemia mundial que, devido à falta de cura ou vacina, acaba por matar 99% da população. O autor já reagiu, publicando no Twitter que o novo coronavírus não é como o vírus do seu livro, reforçando que “não é, nem de longe, tão sério”

 

 

 

 


 

O COVID-19 E A SITUAÇÃO ATUAL 

A nova estirpe do coronavírus, detetada em dezembro, na China, já infetou mais de 120 mil pessoas e provocou cerca de quatro mil mortos no mundo inteiro, em 118 países. É importante realçar que mais de 65 mil pessoas infectadas com o COVID-19 recuperaram totalmente. Em Portugal, e até ao momento, foram confirmados 59 casos de pessoas infectadas. 

Deixamos-lhe alguns links úteis para que possa estar a par desta situação a nível mundial: 

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