Eis um livro de ficção sobre sexo. Todas as histórias nele contidas narram percalços, espantos e sobressaltos de ligações íntimas entre homens e mulheres. O que se desvenda, o que se oculta. Rasgos perversos. Permanências e rupturas.
Nem sempre se encontra o que se espera, nem se espera o que se encontra. A variedade é avassaladora. A diferença inevitável. Neste jogo de corpos enlaçados, não poucas leitoras ficarão admiradas com certo olhar masculino. Talvez passem a conhecer ainda melhor outras mulheres. E os leitores também não perdem nada em saber o que pode surpreendê-los nas voltas do mundo.
Excelente, excelente, excelente. Não é difícil aplicar este título à obra de Mário de Carvalho, mas dificilmente encontramos outro livro de contos do autor tão excelente como este.”
Miguel Real, Jornal de Letras
O humor é uma constante, os diálogos são ágeis e naturais,o vernáculo está oblutamente banido - não é por ele que a toada vinga nem o tema se impõe. As descrições […] vivem sempre da sua riqueza vocabular, léxico amplo, ecléctico (incluindo engenharia) e eficaz, que transforma a leitura num deleite.
Apetece prolongar. A leitura, claro está.
Time Out Lisboa (5 *****)
Num tempo em que o vocabulário comum se vê reduzido a 100 palavras, e este patamar já corresponde a gente com responsabilidades na área da comunicação e da cultura, ler Mário de Carvalho reconcilia-nos com a língua.
Eduardo Pitta, Sábado (4 ****)
Estes contos são como uma nova arte de amar, muito depois de Ovídio.
Hugo Pinto Santos, Público (4 ****)
«O assunto já andou nas bocas do mundo literato, subitamente aterrado com a sua incapacidade de cobrir, com talento e com técnica, uma das forças motrizes da existência, por mais que isso afronte a consciência dos que aqui encontram exclusivamente uma via reprodutiva - os portugueses escrevem mal sobre sexo. Quedam-se, por norma ratificada pela estatística, de um dos lados da barricada: ou resvalam para a ordinarice, deslavada e bélica, ou tentam encaixar a verborreia nas descrições, com um desfecho ridículo e kitsch. Felizmente, há Mário de Carvalho.
[…]
Dirão alguns: no que toca ao sexo, mais vale fazê-lo do que escrevê-lo. Com a devida licença, a sentença só ganhará em ser aplicada ou desmentida caso a caso. As provas disto mesmo são abundantes e apetitosas neste livro que, passe a expressão e fique a ideia, ganha o sabor de uma "rapidinha". »
João Gobern, Diário de Notícias